O presidente Jair Bolsonaro não medirá esforços para atacar a TV Globo e seus contratados.

Depois de anunciar que pretende dificultar a obtenção de concessão da emissora, o que também coloca em risco a Globo Minas (veja aqui), o presidente agora vai atrás de seus contratados.



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É que a Receita Federal decidiu fazer um pente fino nos contratos de cada ator, atriz e funcionário com alto salário da emissora, como o de Reynaldo Gianecchini e Deborah Secco.

A ideia é questionar porque eles recebem salário como Pessoa Jurídica e não como Pessoa Física, via carteira assinada.

A justificativa é que isso os polpa de pagar imposto de rende, de 27%, já que recebem muito dinheiro. A alegação é que como empresas, eles pagam menos.



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Curiosamente, o presidente sempre afirmou que a carga tributária para empresários é muito pesada, o que sugeriria que empresas é que sairiam no prejuízo, não?

Reinaldo Gianecchini comentou a decisão à revista Veja: “O governo incentiva a formalidade e a criação de empresa, a gente cria a empresa, e, agora, depois de 20 anos trabalhando e pagando um monte de impostos, vem uma ‘nova’ Receita Federal para dizer que tudo aquilo não valeu.”

Já Deborah Secco afirmou que o contrato como PJ é a única forma viável de trabalhar legalmente como atriz na TV, teatro e cinema, já que teria vários empregadores ao mesmo tempo:



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“Comecei a trabalhar aos 8 anos de idade e de lá pra cá fiz diversos filmes, peças de teatro, campanhas publicitárias e co-produções de longas. E para fazer tudo isso não tem outra maneira senão através de uma pessoa jurídica.”.

Regina Duarte, provável nova Secretária de Cultura, também teria que explicar seu contrato de quase 50 anos com a Globo.