O Jornal Nacional reservou cinco minutos da sua programação da última terça-feira (29) para criticar as declarações de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Na ocasião, o atual presidente foi instigado por um apoiador a comentar denúncias de violência praticada contra os opositores ao regime militar da época.

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“Os caras se vitimizam o tempo todo: ‘fui perseguido’. Teve um fato aí, esqueci o nome da pessoa, mas é só procurar na internet, vai achar com facilidade, que a Dilma foi torturada e que fraturaram a mandíbula dela. Eu falei: ‘traz o raio-x para a gente ver o calo ósseo’. Olha que eu não sou médico. Até hoje estou aguardando o raio-x”, disse Bolsonaro, admirador declarado do coronel Carlos Alberto Ustra, um dos participantes das torturas de Dilma.

O Jornal Nacional mostrou a resposta de Dilma e trechos de notas criticando Bolsonaro, publicadas pelos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso. Além disso, o noticiário também mostrou as manifestações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e dos principais candidatos à sucessão, Baleia Rossi e Arthur Rossi. Ao final da matéria, William Bonner afirmou que o Palácio do Planalto não havia respondido às postagens de repúdio às declarações de Jair Bolsonaro.

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Mesmo não fazendo uma declaração oficial, a Globo mostrou reprovação total ao que foi dito pelo político. 

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