Divulgação - Site oficial

Um possível candidato ao governo de Minas Gerais em 2018, o ex-governador Antônio Anastasia vem sendo pressionado por seu partido, o PSDB, a tentar ocupar o cargo mais alto do estado.

Apadrinhado pelo senador Aécio Neves, ele foi vice-governador de MG de 2006 até 2010, quando passou a ocupar o cargo mais alto. Ficou até 2014, quando saiu para ajudar na campanha fracassada de Aécio à Presidência da República e também para se candidatar ao senado.




Apesar de todo seu sucesso na política, uma questão ainda é pedra em seu sapato. Um antigo boato afirma que o senador sempre foi militante gay, mas sofreria pressão de seu partido para esconder a opção sexual.

Um suposto passado militante

Em diversos sites LGBT, encontramos autores afirmando que o Antônio, antes e durante seu mandato de vice-governador, era um militante bastante engajado no Movimento Gay de Minas (MGM).

Quando assumiu o governo, porém, teria sofrido pressão para se desligar do grupo e também da festa ‘Rainbow Fest’, onde é apontado como um ex suposto produtor.

Censurado ou não pelo partido, Anastasia teve importantes decisões enquanto governou o estado. Foi ele quem criou a coordenadoria especial de Políticas de Diversidade Sexual e nomeou a primeira transsexual a um cargo público.

Durante a polêmica de distribuição de kit contra a homofobia nas escolas públicas, o famoso kit gay, Anastasia também foi um dos que se manifestaram a favor da política: “A evolução da sociedade caminha naturalmente para o sentido de reconhecermos as diversidades. Acho que esse é o ponto mais importante, e o governo federal, ao fazer esse kit, caminhou nesse sentido”.

Em 2012, Antônio chegou a ser homenageado com o prêmio Troféu Triângulo Rosa, organizado pelo Grupo Gay da Bahia.

Boatos na internet

Ao defender a presidente Dilma contra o processo de impeachment, relatado por Anastasia, o Deputado Federal Jean Wyllys atacou o ex-governador mineiro em seu Facebook.




“Mas também o que esperar de uma pessoa que sempre fechou sua sexualidade num armário e sempre ignorou – porque cercado dos privilégios e da segurança garantidos pelo dinheiro – os horrores que se abatem sobre a população LGBT brasileira? Nada, né?”, escreveu ele. Mais tarde a publicação foi apagada, mas ficou registrada em sites de política.

Ex-colunista do Jornal do Brasil, o jornalista Waldir Leite também já causou polêmica ao eleger Anastasia como um “dos gays mais importantes de 2010”.




“O Governador eleito de Minas Gerais é um verdadeiro ícone para a comunidade gay do estado. Antes de se candidatar ao governo ele foi um atuante ativista do MGM, o Movimento Gay de Minas. Num estado machista como Minas, Anastasia, junto com seu grupo, organizava passeatas, movimentos de protesto contra a homofobia e fazia reivindicações em nome dos homossexuais mineiros”, diz o jornalista em sua lista.

Afinal, importa?

Sendo o ex-governador gay ou não, a verdade é que pouco importa, ou pelo menos não deveria importar.

O senador já deu várias mostras de que mesmo sendo filiado a um partido conservador, está ligado à defesa dos direitos humanos e LGBT. Isso mostra que indiferentemente de sua condição sexual, ele está disposto a trabalhar corretamente.

No mais, muda alguma coisa na sua vida a sexualidade dele?

1 COMMENT

  1. Até onde entendo, as pessoas têm o direito de desconfiar de alguém que não tem coragem de assumir ser homossexual … não tem coragem p/ isso e passa a ideia que não teria a coragem em outras oportunidades também (como uma desfunção de personalidade , uma fraqueza !) e isso seria grave, pois quem desenvolve essa mania de fazer coisas escondidinhas e p/ piorar é amiguinho do aecio que foi recentemente flagrado pedindo propinas não inspira confiança alguma….simples assim.
    A sexualidade não está em xeque, mas a surdina é suspeita sim!

Comments are closed.